Oficina de serigradia, Ribeirão das neves/MG - 2000

Oficina de serigrafia que ofereci com verba do FAT em 2000. Tenho muita emoção ao lembrar disso porque fiquei sabendo que anos depois eles criaram uma fabriqueta de camisetas em cooperativa.

Oficina de mapas, BH/MG - 2000

Sé é possível escolher o trabalho mais importante da minha vida, posso dizer que foi esse. Eu ainda estava graduando como bacharel e pensei que nunca daria aulas, mas o meu querido professor do Ensino Médio, Elair Sanches Dias, me chamou pra esse projeto inovador, a chance do Colégio Batista chegar no século XXI em termos de ensino de arte e interdisciplinaridade. Trabalhei voluntário em parceria com a incrível Carolina Morais, explodimos o que se pensava naquela escola centenária sobre arte com menos de uma dúzia de alunos. Eram os anos 2000, uma oportunidade que não perdemos e que mudou minha vida pra sempre graças à coragem e sensibilidade do Elair e do brilhantismo da Carol. Painéis gigantes no auditório da velha escola, um testemunho do impacto e da transformação que a arte pode causar.

Máscaras e Xilogravuras no PIEI, Timóteo/MG - 2000 e 2001

Oficinas de linguagem do impresso como monitor da professora Daisy Turrer da EBA/UFMG e de xilogravura como professor formador no curso de magistério de nível médio para professores indígenas da SEE MG, o PIEI. As oficinas foram ministradas no Parque Nacional do Vale do Rio Doce, foram meus primeiros contatos com a educação escolar indígena.

Artes no Ensino Médio, BH/MG - 2001

Nada podia ser mais difícil do que convencer adolescentes que nunca tinham tido aulas de arte, ou mesmo ouvido falar em história da arte, a engajar em uma disciplina que mal pontuava, que tinha avaliações subjetivas e não reprovava, que não tinha prova e que os conteúdos eram opcionais: artes visuais, cênicas e música. Mesmo assim, conseguimos. Mesmo começando do zero, tínhamos espaço, materiais em abundância, e, é claro, o apoio desconfiado da instituição

Ensino Integral, SEI, BH/MG - 2001

Não tinha lugar daquela enorme escola onde não estivéssemos, no SEI as crianças eram as mais protegidas, passavam o dia na escola com alimentação e todos os demais cuidados muito bem acompanhados, mas o ensino de arte precisava melhorar, não havia projeto. Além de tudo, tínhamos de cumprir as datas festivas, dia dos pais e das mães principalmente. Na época foi um choque quando eu disse que não fazia esse tipo de coisa, acabei cedendo, mas desde que pudesse fazê-lo de forma a que os autores das obras realmente fossem as crianças, o resultado surpreendeu, educou e emocionou.

Projeto Artes na 4a série, BH/MG - 2002

Fazer uma escola de quase 100 anos incorporar os PCNs de arte foi um trabalho que tomamos como uma aventura. Onde a gente podia nos metíamos, até onde arte não entrava, no 3° ano do Ensino Médio. O que hoje é uma realidade aqui em Brasília, era tabu no início dos anos 2000. Era 2001 e criamos uma turma de preparação para as provas de aptidão específica em vestibulares, era um tempo que que não se pensava o Ensino Médio para além de um pré-vestibular de 3 anos e os conteúdos se justificavam por ajudarem os alunos a entrarem para a universidade. 

Preparação para o vestibular, BH/MG - 2001

O Colégio Batista queria se modernizar e não tinha oportunidade que eles nos dessem que não pegávamos, cheguei a trabalhar mais de 30 horas semanais em 3 seguimentos e no Integral naquele ano, vivíamos como se não houvesse amanhã. Nosso objetivo era ganhar terreno e provar que o ensino de arte era muito mais do que eles podiam imaginar. 

Educação infantil, 5as e 6as séries. Betim/MG - 2001